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domingo, 29 de março de 2015

AMOR NO CINECLUBE BANDIDAS

Na sessão do Cineclube Bandidas, deste sábado dia 28 de março, na excelente sala João Bennio da Vila Cultura Cora Coralina, o filme “Amor?” de João Jardim, utiliza um recurso interessante, muito utilizado por Eduardo Coutinho em um filme maravilhoso chamado “Jogo de Cena”, onde atores globais dão corpo e alma a personagens, que expõem situações reais e emotivas. O acerto do Cineclube Bandidas foi explorar um tema que esta latente na sociedade brasileira e ela ultrapassa desde os jovens, como minha filha Sophia que tem 10 anos, assim como minhas amigas e amigos que estão chegando aos 60. O amor é percebido de formas diferentes com o passar dos anos, filmes como “A culpa das estrelas”, de Josh Boone que assisti com minha filha e que ela comparava como filme “Titanic” de James Cameron, onde ela chorou copiosamente, sem conseguir conter as lagrimas. Com o passar dos anos, nossos sonhos de encontrar alguém com quem estabelecer um vinculo que se eternize e com essa pessoa realizar nossas fantasias emotivas e esexuais, como é o caso de “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” de Michel Gondry, onde nada separa dois amantes, nem mesmo a impulsiva personalidade de Clementina. Faz-nos sonhar em ter uma família e filhos, fazer dividas com hipoteca da casa própria, comprar carro em mil prestações e ser feliz junto ao amor da tua vida, ao estilo dos filmes de Doris Day ou o filme “Marley e Eu” de David Frankel. Com o tempo as frustrações profissionais, sexuais e as dividas econômicas vão transformando o relacionamento, ou fortalece a família onde você vê confirmando todas aquelas expectativa que tinha com a sua companheira ou vai criando novas expectativas, novos romances e fracassos familiares. No debate do cineclube Bandidas as opiniões foram muito diversas e enriquecedoras. Jovens comentando sobre o amor, a vida e as projeções da vida. Cineclube é para isso, debater sobre as experiências e sonhos que projetamos nos filmes. Sonhos que são possíveis de concretizar-se na realização de obras cinematográficas. Ouvir, comentar e debater é o poder do Cineclube. Quem pode esquecer ao falar de amor do filme “Amor além da vida”, do neozelandês Vicent Ward, sobre a sensação da perda da família, dos sonhos e o reencontro. Filme belíssimo e cheio de imagens oníricas que fazem da família um eixo fundamental de nossa sociedade. Para falar de Amor, o filme francês do mesmo nome, dirigido por Michael Haneke, um filme sensível e marcado de saudades, despedidas e a transição para a morte, onde um senhor se despede de sua companheira que se encontra com Alzheimer para um reencontro no Além.
Francisco Lillo Cineclube SINPRO-GOIÁS Cineclube imigração
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